Seja bem vindo ao meu Blog! Plimm ...

Se você não tem oportunidade de fazer grandes coisas, faça pequenas de uma forma grandiosa...








domingo, 25 de novembro de 2018

Plimm de quase tudo dito!

É isto muito pouco a acrescentar!

“Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere.

Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza.

Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem …quer retirar-me o sorriso.

Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular.

Decidi não conviver mais com impressionismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos.

Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez académica.

Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice.

Não suporto conflitos e comparações.

Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível.

Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição.

Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar.

Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais.

E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.”

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Parar...respirar...e ir sem olhar para trás...

durante muito tempo acreditei que todas as lutas valiam o esforço, que todas as batalhas eram para eu responder ‘’presente’’, que todas as perguntas tinham uma resposta, e que todas as pessoas mereciam o meu tempo.

depois, aprendi a guardar a minha energia para aquilo que me é caro: o meu coração em paz, a minha saúde forte, as minhas pessoas felizes, o meu tempo precioso.
hoje, sei encolher os ombros para os rótulos, para os padrões que outros tentam impor, para as opiniões (perigosamente) generalizadas, para as pessoas que estão sempre à procura de guerras, para o que é suposto ser-se.

é no caos que descobrimos quem somos, o que queremos e do que somos capazes.
com muito amor e com muita paciência fui aprendendo a trabalhar a minha intuição, a verdadeira voz do meu coração. e sempre que sinto (na pele) o aviso que ela me dá, sei o que devo fazer:

parar. respirar. e ir. sem olhar para trás.

Texto de #às nove no meu blog.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

5 Outubro 2018...



Por regra, é ignorado ou desprezado o papel decisivo de Machado Santos numa coisa tão "insignificante" como o fim de 767 anos de Monarquia e a inauguração de uma nova fórmula govornativa.

Machado Santos

D.R.

Normalmente, tem-se uma ideia vaga dos acontecimentos de 5 de outubro de 1910, que determinaram a implantação da República em Portugal. A maioria das pessoas limita-se a saber que o novo regime foi proclamado por José Relvas da varanda da Câmara Municipal de Lisboa e que, antes disso, os revoltosos se tinham concentrado na Rotunda, que era o nome corrente da Praça Marquês de Pombal (ainda sem a estátua). São facilmente reconhecidos os nomes de conspiradores republicanos como Afonso Costa, António José de Almeida, Manuel de Arriaga, Bernardino Machado, o já referido Relvas e poucos mais.

Por regra, é ignorado ou desprezado o papel decisivo de Machado Santos numa coisa tão "insignificante" como o fim de 767 anos de Monarquia e a inauguração de uma nova fórmula governativa. Tenham-se ou não frustrado no campo social e na reforma das mentalidades as boas intenções dos mentores da mudança, foi como que uma refundação de Portugal, com renovados símbolos e um olhar mais empenhado sobre os mitos da nossa identidade.

PUBLICIDADE


inRead invented by Teads

O tal Machado Santos, António Maria para os mais íntimos, era um rapaz de Lisboa, filho de um modesto comerciante, nascido em 1875 no Socorro e que aos 16 anos se alistou na Armada e aos 20 já era comissário naval. Desde muito novo, deixava-se arrebatar pelas ideias revolucionárias e, entusiasmado pela leitura de Vítor Hugo, via-se em sonhos à frente do povo esfarrapado, encabeçando uma revolução para fazer rolar as coroas e espezinhar as sotainas. Mas como a tarefa de levar ao triunfo uma revolução épica não se afigurava coisa fácil, começou por militar nas fileiras dos dissidentes do Partido Progressista, liderados por José de Alpoim, que formavam uma "esquerda monárquica" que progressivamente se ia aproximando dos ideais e dos projetos republicanos.

Simplesmente, o pingue-pongue das jogadas políticas na penumbra dos gabinetes, com ecos subservientes ou indignados nas arquibancadas de S. Bento, não o entusiasmava tanto como o brilho do enorme sol da sonhada Revolução. Como não escondia as suas ideias, não admira que viesse a ser contactado por camaradas de armas mais velhos para entrar num movimento revolucionário republicano que se preparava.

NA 'CONSPIRAÇÃO DO ELEVADOR'

E, efetivamente, no dia 28 de janeiro de 1908, durante a ditadura de João Franco (um político incumbido pelo rei D. Carlos de governar com o parlamento encerrado), falhou uma conspiração republicana que ficaria conhecida por "golpe do elevador da Biblioteca" porque os conspiradores se reuniam junto do ascensor que então ligava a Praça do Município ao Largo da Biblioteca Nacional. Implicado até ao pescoço, Machado foi porém dos que conseguiram escapar à prisão. Seguiu-se, logo quatro dias depois, o Regicídio a morte a tiros do rei e do príncipe herdeiro em pleno Terreiro do Paço, por iniciativa de membros da Carbonária, a sociedade secreta libertária e anticlerical com ramificações em diversos países cujo nome fazia tremer tronos e altares. Não nos espanta ver Machado Santos a aderir a essa organização em junho seguinte, cumprindo os misteriosos rituais de sangue exigidos e ficando logo a fazer parte da Alta Venda, o órgão de direção que integrava também Luz de Almeida e António Maria da Silva.

A Brasileira do Chiado e o jardim de S. Pedro de Alcântara eram os locais lisboetas de eleição para os contactos entre membros da Carbonária, que ia estendendo fortes ramificações aos quartéis.

A polícia, ainda desconhecedora das sofisticadas técnicas repressivas mais tarde desenvolvidas pela Gestapo hitleriana e logo adotadas pela PVDE salazarista, mostrava-se incapaz de controlar os conspiradores. Aliás, a Monarquia Constitucional encontrara, após a morte de D. Carlos e a subida ao trono de D. Manuel II (um jovem de 18 anos, filho segundo do rei, impreparado para a função e totalmente dominado pela mãe beata), uma fórmula política de "acalmação" que passava por uma estranha e contranatura aproximação com os socialistas (que tinham fundado o seu partido em 1875) e uma relativa benevolência face aos arqui-inimigos do Partido Republicano Português (PRP), fundado em 1876, e que detinham a CM de Lisboa. Importa recordar que, embora oficialmente ligado à Igreja Católica, o regime da Carta Constitucional de 1826 era política e economicamente liberal.

RESISTIR NA ROTUNDA

É neste quadro que a revolução republicana, que se queria definitiva, acabaria por ser marcada para os primeiros dias de outubro de 1910, numa convergência entre o Diretório do PRP, a Carbonária e setores militares antimonárquicos. A última palavra coube ao almirante Cândido dos Reis, que fixou para arranque das operações a noite de 3 para 4, depois de ter corrido a notícia de que os navios de guerra Adamastor, S. Rafael e D. Carlos, com marinheiros conjurados entre as tripulações, iam largar do Tejo. Quando menos se esperava, no dia 3 de manhã uma das figuras mais destacadas do Diretório republicano, o médico psiquiatra Miguel Bombarda, foi assassinado, a tiro por um doente mental.

Nunca se apurou cabalmente se o crime foi, ou não, político, mas a opinião pública revolucionária (quase toda a população de Lisboa) culpou logo "a rainha D. Amélia e os padres" de uma tragédia que pode não ter passado de um ato tresloucado. Mas foi o rastilho.

O quartel-general dos dirigentes republicanos foi instalado no edifício dos Banhos Públicos de S. Paulo, ao Cais do Sodré. Machado Santos tinha por missão pôr os quartéis em polvorosa; e na tarde do dia 3, ainda Bombarda agonizava depois de ter sido operado em S. José, vemo-lo a transmitir as últimas instruções aos sublevados de Infantaria 16, no Jardim da Parada, em Campo de Ourique.

PUBLICIDADE


inRead invented by Teads

A coisa, porém, não correu tão bem como previsto, e só três unidades aderiram: Infantaria 16, Artilharia 1 e Marinheiros, além dos cruzadores Adamastor e S. Rafael. De madrugada, trocados alguns tiros com uma patrulha da Guarda Municipal, fiel à Monarquia, na Rua Ferreira Borges, os revolucionários, com sete peças de artilharia puxadas por muares, convergiram para o Rato, de onde, pela Rua da Escola Politécnica, tentaram alcançar o Quartel do Carmo, sede da Municipal.

Por alturas de S. Mamede depararam com outra patrulha da Municipal, vinda da Rua Alexandre Herculano, e envolveram-se num combate pela encosta abaixo, até ao quiosque da Avenida da Liberdade. Verificando serem incapazes de furar, decidiram então recuar para a Rotunda, onde se barricaram, com os seus canhões, atrás de tábuas, ramos de árvores, pedaços de móveis, chapas de zinco, lixos de ocasião.

Entretanto, nos Banhos de S. Paulo, o Diretório do PRP convence-se de que tudo está perdido. Esperava os revoltosos o degredo, a prisão, a infâmia. Temperamento depressivo, Cândido dos Reis passa por casa, em Arroios, veste a sua farda de almirante e mete uma bala na cabeça.

A notícia do trágico acontecimento correu depressa, e embora Relvas e outros elementos do Diretório tenham feito constar que era boato, muitos dos sublevados da Rotunda perderam o moral e foram abandonando a posição. Os oficiais contavam espingardas, tinham receio, desistiam. Só um permaneceu, arengando às praças, instilando ânimo aos civis. Quem? Machado Santos. E, às 5 da manhã, ei-lo à frente de uma escassa centena de soldados e de uns 50 civis as únicas forças da Revolução que ali permaneciam.

O REI JOGA O BRIDGE

O jovem rei, esse, enquanto os revolucionários se concentravam na Rotunda jogava o bridge com alguns cortesãos numa sala do Palácio das Necessidades. Nessa noite de 3 de outubro tinha chegado havia pouco de Queluz, onde oferecera um banquete ao Presidente da República do Brasil, Hermes da Fonseca, em visita oficial ao nosso país e testemunha imprevista da Revolução.

O almoço fora em Sintra (onde permaneciam ainda as rainhas mãe e avó) e o chá a bordo do S. Paulo, o cruzador brasileiro que trouxera o mandatário. D. Manuel vestia ainda a casaca do banquete e estava inquieto com o estrondear da artilharia dos navios sublevados e com as notícias que lhe chegavam, desencontradas. A certa altura, muito pálido, pôs-se de pé e disse: "Sabem qual era a minha vontade agora? Era vestir um fato de louça esmaltada e sair para a rua à frente dos meus lanceiros!" Sonhava com cavalarias altas, como todos os rapazes, apesar da educação fradesca e da influência da mãe ultramontana, mas no íntimo já tinha decidido não arriscar a vida em face do inimigo plebeu. Fardou-se de gala, mas continuou a bater as cartas com os áulicos. Passou depois ao jardim e levou a madrugada em claro, num pavilhão retirado entre arvoredo.
Já na manhã de 4, tropas monárquicas começaram a concentrar-se no Rossio, por ordem do comandante militar de Lisboa, general Rafael Gorjão. Foi então que os cruzadores sublevados começaram a fazer ouvir a sua voz, bombardeando a fachada do Palácio das Necessidades.

Lá dentro, o reizinho quis saber se estava no Tejo algum navio de guerra britânico que atacasse as unidades sublevadas da marinha do País sobre o qual reinava, ignorando decerto que a loura Aliada se comprometera junto da missão republicana que acolhera em julho a não intervir nos assuntos internos portugueses. Deu por fim ordem de ataque às forças da Escola de Vale de Zebro, valendo a recusa do comandante em acatá-la.

Idêntica atitude teve o iracundo general Gorjão, já sem falar do governo, presidido pelo sólido médico transmontano Teixeira de Sousa, homem de uma certa lucidez e pragmatismo, de modo algum reacionário.

Só Paiva Couceiro, um simples capitão de Artilharia, fazia questão de lutar pelo trono ainda que, na verdade, a dinamitagem de pontes e de estradas por membros da Carbonária impedisse o acesso a Lisboa de mais tropas fiéis à Coroa.

A QUEDA DA MONARQUIA

Concentrando-se junto da Penitenciária, no alto do Parque Eduardo VII (então ainda não ajardinado como hoje), a coluna de Couceiro começou a abrir fogo sobre os republicanos da Rotunda, sendo por seu lado alvejada pelas baterias de Artilharia 1, ali em Campolide. Para fugir ao cerco, Couceiro girou para o Torel, de onde continuou a alvejar a Rotunda cujos canhões republicanos ripostavam sem cessar. Durante o dia, os estrondos pairaram sobre Lisboa, e tombavam os mortos e os feridos.

A notícia da tomada do cruzador D. Carlos deu nova esperança aos republicanos, fazendo engrossar o número de rebeldes na Rotunda. Crescia a convicção de que a Revolução triunfara.

Já no dia 5, manhã cedo, o pedido de cessar-fogo de uma hora pelo representante da Alemanha, a fim de permitir a repatriação de súbditos do seu país, foi, com o seu agitar de bandeiras brancas, interpretada pela população como uma rendição dos realistas. A Monarquia não mais se recompôs. Como no 25 de Abril de 1974, o povo vitoriava nas ruas as forças revolucionárias, levava em ombros Machado Santos, apoiava-o aos gritos quando ele conferenciava com Gorjão. E, por volta das 9 horas, José Relvas, Eusébio Leão e outros membros do Diretório do PRP proclamavam a República da varanda dos Paços do Concelho.

Ainda na véspera, o rei fora aconselhado a retirar para Mafra, onde jantaria melancolicamente na sala dos troféus de caça. Ali se lhe foram juntar a mãe e a avó. "Ah, se o Carlos fosse vivo", dizia D. Maria Pia, que idolatrava a memória do filho. Se este fosse vivo ter-se-ia talvez desdobrado em contactos com comandantes de unidades e políticos, dando ordens ao telefone ou por estafeta. Mas era ele mesmo que dizia que Portugal era "uma Monarquia sem monárquicos". E tinha razão.

De Mafra, onde passaram a noite de 4 para 5 sem telefone mas com notícias que iam chegando sobre o ruir do seu mundo, a família real e um punhado de cortesãos abalaram em automóveis para a Ericeira, depois de saberem que o iate Amélia os esperava ao largo já com o infante D. Afonso, irmão de D. Carlos, a bordo, recolhido horas antes em Cascais, onde se refugiara na Cidadela. "Mais devagar, não vá pensar-se que fujo!", ordenou D. Maria Pia ao chauffeur. Já no mar, decidiram fazer rumo a Gibraltar, afastando a ideia inicial de D. Manuel ir resistir para o Porto. O Rochedo não passaria, aliás, de um ponto de escala: dali partiu o último rei de Portugal para o exílio em Inglaterra, onde morreria em 1932, apenas com 42 anos.

O REPUBLICANO CRÍTICO

Mas voltemos ao nosso Machado Santos, o homem que nos dias que se seguiram à implantação da República seria vitoriado como o seu fundador. Sempre inquieto e insatisfeito, a sua atividade nos anos imediatos traduzir-se-ia por uma permanente e incansável oposição aos contornos que os novos governantes deram ao regime verde-rubro e ao não cumprimento de antigas promessas. Afonso Costa e o seu Partido Democrático, saído da cisão do PRP ocorrida em 1912, seriam os alvos prediletos dos seus escritos no jornal O Intransigente, que fundou; mas ainda antes disso, logo três dias depois do triunfo revolucionário, quando o chefe do governo provisório, Teófilo Braga, o apresentou numa receção pública como "a alma da Revolução e da vitória", acrescentando que ele, Machado, era "como um bom sapateiro que, depois de acabar a obra, a vai entregar ao freguês, mas tem o direito de ver o seu nome à esquina de uma rua", não se conteve e respondeu ao velho intelectual e académico: "Olhe, sr. doutor, eu estou a achar muita piada a tudo quanto se tem passado depois do 5 de Outubro..." Teófilo, um falso modesto que gostava de ironizar e se tinha em elevadíssima conta, mantivera-se nos dias 4 e 5 de férias na Cruz Quebrada e contava depois ter ouvido "uns tiritos" para os lados de Lisboa.

Eleito deputado à Constituinte, crítico eterno do que via à sua volta, alvo de duros ataques dos democráticos de Costa, Machado fundou em 1914 o pequeno Partido Reformista e foi figura destacada do "Movimento das Espadas", quando, em 1915, um grupo de oficiais insatisfeitos foi entregar simbolicamente os seus ferros ao presidente Arriaga. Planeou em 1916 uma revolta, apoiado na guarnição de Tomar, que colocou a capital em estado de sítio. Preso e amnistiado, não deixou nunca de conspirar pelo que entendia ser o saneamento das instituições, embora possamos suspeitar que o seu gosto genuíno pelo conceito de Revolução sempre o tenha impedido de viver tranquilo. Não admira assim que tenha aderido, em 1917, ao movimento de Sidónio País, em cujos governos sobraçou as pastas do Interior e dos Abastecimentos dando, juntamente com o também pioneiro do 5 de Outubro Carlos da Maia, uma certa "credibilidade republicana" ao panache do "Presidente-Rei". Todavia, preocupado com a vertente repressiva do sidonismo e com a sua progressiva aproximação aos monárquicos, sai da carruagem a meio do caminho e torna-se novamente contestatário.

Desencantado mas nunca cansado, Machado Santos combateu de armas na mão contra as tentativas de restauração monárquica de 1919, em que foi protagonista da "Escalada de Monsanto". Fundou ainda, em 1920, a Federação Republicana, herdeira do Partido Reformista.

UMA MORTE TRÁGICA

Acabaria como a mais exacerbada das tragédias gregas a passagem de Machado Santos por este mundo de esperanças luminosas e obscuros tumultos quando, em 19 de outubro de 1921, foi uma das vítimas mortais da sinistra "Noite Sangrenta".

A "camioneta fantasma", levando na cabina e na caixa uma horda de marinheiros e soldados da GNR chefiados pelo cabo Abel Olímpio, o Dente de Ouro, foi passando pelas casas de destacadas figuras da vida nacional adversárias do Partido Democrático (então já dirigido por António Maria da Silva), assassinando-as barbaramente: ele, MachadoSantos, António Granjo, Carlos da Maia, Freitas da Silva e outros mais.

A mulher chorava na escada da sua casa, no n.° 14 da Rua José Estêvão, à Estefânia, quando a horda o arrastou para a camioneta.

Desciam a Almirante Reis (novo nome da Avenida D. Amélia) quando, no Intendente, o motor se avariou. Desceram todos . "E se a gente o matasse já aqui?"; disse um dos marinheiros apontando para Machado Santos. "Veja que as minhas pulsações não aumentaram", respondeu tranquilamente o herói da Rotunda. Soaram então os tiros, e o corpo do fundador da República tombou ali perto da casa do Socorro onde nascera 46 anos antes.

Merecia que lhe dessem o nome de uma avenida. A que conduz ao futuro, à utopia, ao lugar que nunca se alcança.

Artigo publicado na VISÃO História nº 10

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Década de 80...

“Nascemos na década de 80. Somos a geração que comeu Cerelac, Nestum com mel e papas de farinha Maizena. Somos a geração que levava cem escudos para a escola primária e comprava um Bollycao no intervalo da manhã. Metíamos manteiga nas bolachas Maria e Nesquick no leite. As nossas festas de anos tinham sandes de fiambre e queijo mas também tinham salame e tortas Dancake. A nossa geração bebia Coca-Cola quando tinha diarreia mas antes as nossas mães "tiravam-lhe o gás". Comíamos batatas fritas da Matutano e fazíamos colecção de pega-monstros e tazos. Apesar disto somos também uma geração que aprendeu a comer sopa a todas as refeições e peixe cozido quando as nossas mães assim o entendiam. Não havia comida especial para nós e quando perguntávamos o que era o almoço recebíamos como resposta um "casquinhas de tremoço". Comíamos fruta como sobremesa porque nem nos passava pela cabeça não o fazer. Somos a geração que brincava na rua até à hora de jantar e, no Verão, ainda podíamos brincar depois dessa hora. Andávamos de bicicleta e íamos a pé para a escola, sozinhos ou com amigos. Até para mudar de canal na televisão tínhamos que nos levantar. Somos a geração que ligava para os discos pedidos, a geração que não dissocia a Ana Malhoa do Buereré, a geração que comprava cassetes dos Onda Choc nos expositores dos cafés. Fomos as princesas da Disney e os Power Rangers. Ainda somos do tempo em que os carros não tinham cinto de segurança nos bancos traseiros nem ar condicionado. Jogámos Tetris e tivemos Walkmans e Mega Drives. Tomámos comprimidos de flúor e bebemos óleo de fígado de bacalhau.

A nossa geração comeu açúcar que se fartou, viu desenhos animados cheios de lutas e outros em que as meninas eram princesas à espera do príncipe encantado. E nenhum mal veio daí. Porque a nossa geração fez tudo com conta, peso e medida. A nossa geração teve mães que faziam o que podiam da melhor forma que sabiam, que seguiam o coração e não viam um papão em cada esquina. As nossas mães eram as mães que nos deixavam lamber a massa crua dos bolos mas que diziam que comer o bolo quente nos dava a volta à barriga. Podiam ser incoerentes, é certo, mas tinham filhos felizes. E nós tivemos mães imperfeitas mas que, na sua imperfeição, souberam dosear tudo e encontraram o equilíbrio. Saibamos nós ser hoje tão imperfeitas como elas foram um dia. Os nossos filhos ficarão gratos. Tal como nós somos gratos.

Que maravilhosas foram as mães dos filhos de 80.”

Texto de A mãe imperfeita

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Ri que parti 😂

Não resisti e ri que parti...
Senta e lê 😂

RECADOS DE UMA MÃE PARA UMA AVÓ QUE VAI FICAR COM OS NETOS ALGUNS DIAS.

• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.
• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.
• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.
• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.
• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.
• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.
• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.
• O iPad é a única coisa eletrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.
• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.
• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.
• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.
• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.
• Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.
• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.
• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.
• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.
• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.

PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.
PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.

RESPOSTA DA AVÓ QUE FICOU COM OS NETOS ALGUNS DIAS NAS FÉRIAS!

• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.

• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.

• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.

• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.

• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.

• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.

• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa malcheirosa, filha.

• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.

• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.

• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.

• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.

• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.

• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.

PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos.😜😜

(Retirado da net, fonte desconhecida)

terça-feira, 21 de agosto de 2018

É isto...

Acho engraçado quando as pessoas (me) dizem que tenho mau feitio, ou sou impossível de aturar, entre outras coisas.
Sou, efectivamente, um bocadinho difícil de suportar quando estou com os "azeites".
Tenho plena noção disso. Respondo mal ou, simplesmente, amuo e calo-me.
Feliz, ou infelizmente, nunca fui de equilíbrios.
Sou de conversas longas ou de silêncios perturbadores.
Sou de sorriso e gargalhada fácil para as pessoas que gosto ou cara fechada para as que não gosto (ou, até, para as que gosto se estiver de "trombas" {"adoro" esta expressão!!}).
Sou para lá de carinhosa mas consigo, também, ser fria como gelo.

Afinal, o que é ter mau feitio?!
Não comer e calar?
Manter-me fiél às minhas convicções, mesmo quando tentam convencer-me do contrário, apenas porque não correspondem às suas?

Já me apelidaram de várias coisas. Arrogante, nariz empinado, com a mania da superioridade, etc.
Mas eu não nasci para agradar a toda a gente. E ainda bem. Seria um tédio não ter quem me criticasse, odiasse, por aí fora.
Sou de raízes fincadas e muito fiél aos meus princípios. Dou (muito) valor a coisas que vejo cada vez mais serem banalizadas.

Sim, sou mesmo um bocadinho difícil de suportar, por vezes.
Sou 8 ou 80. Meio termo não é comigo.
Não que tenha escolhido ser assim (ou goste, sequer).
Simplesmente...sou!

AP

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Um dia...

"Um dia ensino-te…


Um dia ensino-te a importância de saber perdoar;
A assumir as tuas responsabilidades;
A pensares nos outros e não só em ti.

Um dia ensino-te que nem todo o friozinho na barriga é amor;
Que há pessoas que nunca irás esquecer, independentemente de a vida vos afastar irremediavelmente;
A rir das tuas fragilidades.

Um dia ensino-te que nem todo o ciúme é saudável;
Que a confiança se constrói pouco a pouco mas que se pode acabar num ápice;
Que por te terem magoado uma vez não significa que todas as outras pessoas o façam.

Um dia ensino-te a aproveitar os abraços que dás a quem amas;
A valorizar os raros momentos em que podes fazer exactamente aquilo que queres;
A não olhares apenas para o teu umbigo.

Um dia ensino-te que nem toda a mentira tem perna curta;


Que nem toda a verdade tem de ser dita;
Que ganhas muito mais se pensares antes de falar.

Um dia ensino-te que não tens de gostar de toda a gente, mas a todos deves respeito;
A aceitar que nem toda a gente goste de ti;
A não transformar esse facto na luz orientadora do teu caminho.

Um dia ensino-te que há amigos que se amam como a irmãos;
Que há viagens que não se repetem;
Oportunidades que não voltam.

Um dia ensino-te que há certezas que viram dúvidas;
Que não há problema em mudares de opinião;
Que não deves envergonhar-te por não pensares como a maioria.

Um dia ensino-te que a curiosidade é um dom;


Que a felicidade é, basicamente, estarmos aqui e agora;
Que o único responsável por te fazer feliz és TU!

Um dia ensino-te que mesmo quando tudo parece estar a correr-te mal o mundo não está contra ti – apenas te cabe olhar esse mundo com outros olhos para que consigas encontrar um novo rumo;
A não julgar pelas aparências, a não teres preconceitos;
Que nunca saberás tudo sobre toda a gente.

Um dia ensino-te que te vais desiludir com as pessoas mais insuspeitas – e isso faz parte;
Que o amor é uma dádiva e serás uma sortuda se o conseguires ver à tua volta;
Que todas as histórias têm duas versões e deves procurar que a tua seja a mais fidedigna.
Que não deves esperar dos outros exactamente aquilo que dás, sob pena de viveres numa insatisfação permanente.

Ensino-te que há memórias que te irão acompanhar para sempre, por isso procura construir mais momentos bons que maus;
Que por mais que olhes para trás não podes mudar o passado – aceita-o.
Que és a dona das tuas conquistas e dos teus erros.

Um dia ensino-te a valorizares as tuas melhores características e a não chamares a atenção dos outros para os teus defeitos.
Um dia ensino-te que o dinheiro não é tudo;
Que um verdadeiro amigo às vezes é tudo o que precisas;
Que a vida é demasiado curta para culpares os outros por algo que nunca conseguiriam fazer (ou agir) de outra forma.

Um dia ensino-te a amar os livros;
A não responderes a tudo o que te dizem – tantas vezes o melhor é deixar passar e não dar importância;
A ser boa, a não esquecer as tuas origens, a tua família.

Um dia ensino-te a não usares o poder como arma;
A amares-te;
A amares o que a vida tem de bom.

Ensino-te a aceitares todas as tuas cicatrizes;


A procurar o equilíbrio;
A não maltratar os outros, a tratá-los sempre com educação e, aos que precisam, com compaixão.

Um dia ensino-te a saltar mesmo quando sentes medo (para que possas sentir que és quem és e estás onde estás pelo que fizeste mais do que pelo que deixaste de fazer);
A filtrar tudo o que é negativo.
A não te ires abaixo quando estás “sozinha” nas tuas convicções.

Um dia ensino-te a teres orgulho em ti e nos teus.
Que é normal questionares-te.
Que podes tudo, basta trabalhares para isso.

Sei que só serei responsável por te ensinar uma pequenina parte destas lições. A vida encarregar-se-á do restante mas, mesmo assim meu amor, nunca te esqueças que os teus dias são o que fazes com eles, os problemas têm a proporção que lhes dás, que uma atitude positiva é meio caminho andado para seguires em frente.

Um dia ensino-te a voar – com um mapa desenhado nas costas com a ponta dos meus dedos, para que possas regressar sempre.

A mãe deseja-te a melhor e mais rica das viagens."

(Texto retirado da net mas é isto com muito pouco a acrescentar).

quinta-feira, 12 de julho de 2018

É isto!

NOTA IMPORTANTE!

As MargaridasArtes não é uma fábrica!

O material não entra em uma máquina e sai prontinho do outro lado...

Sou EU que faço, tudo feito à mão, com ou sem moldes,  dou acabamento, fotografo, embalo, envio, entrego, divulgo, compro os materiais, organizo, limpo, e respondo as mensagens com todo carinho para cada cliente!!
(...)Também temos as que NÃO são clientes, sabem aquelas dos estudos de mercados?!

Ufaaa... que trabalhão né?!!!!

Com base em tudoooo issooo, eu não consigo fazer precinho (...) faço o preço adequado e por vezes também não é o valor mais justo!

E nem sempre consigo entregar uma encomenda para amanhã!

(...) E algumas clientes sim clientes esperam que esteja pronto, algumas encomendas levam mais tempo do que o previsto, e desta forma só tenho a agradecer ás clientes que acreditam no meu trabalho!!!

Valorize meu trabalho!
(Copiado de uma artesã e alterado pelas MargaridasArtes com as devidas (...)).

sábado, 9 de junho de 2018

Realidade Abafada....

"É difícil mantermos a nossa sanidade mental intacta, quando vivemos num mundo com o qual não nos identificamos.
Não nos "encaixamos" com as crenças, nem com as escolhas, nem com os seres humanos que nos rodeiam.
As pessoas à nossa volta na sua maioria parecem-nos pavorosas. Não de aparência, hoje vivesse disso, mas em conteúdo!
Não é fácil acordarmos todos os dias num mundo de "marionetas", em que todos se deixam manipular por alguém, onde todos se movem com o intuito de agradar a todos, menos a si próprios!!
Difícil ser um caminhante no meio de "espantalhos"...
Doloroso o convívio com mentes inférteis...
Agonizante o convívio diário com a morte do espírito nos corpos que se cruzam no nosso caminho... Tão vazios!

Aqueles que não se encaixam sofrem em silêncio.
Travam lutas diárias...
Tentam minimizar a dor sentida através das mais variadas formas... A mais conhecida delas como Arte... seja ela qual for a sua.
Mas começa a não chegar,
A não ser suficiente este tipo de "terapêutica" interior a que por auto-recriação nos propomos e que nos surge muitas das vezes sem esperarmos.
Passam-se dias, semanas e anos e continuamos numa luta.
Pensamos ser nós os errados e tentamos a "mudança" agarrados a um fio de esperança.
Depois a esperança é cortada com uma navalha de "descrença"...

Damos-nos conta de que os errados não somos nós, e aguardamos que a mudança nos outros aconteça. E aguardamos sofregamente por ela!
E sufocamos quando a nossa genialidade não é entendida nem alcançada por todos. E começamos a guardar todo um Mundo fantástico... Dentro de nós.
E observamos todo um mundo a padecer à frente de nós...
E quando a esperança nos abandona de vez... Vamos embora com ela, porque o nosso lugar deixou de ser aqui... há muito, muito tempo.

Texto: Matilde Christian Grey

Homenagem ao meu querido Anthony Bourdain. Descansa em Paz."

Nota: Não fui eu a autora do texto mas melhor não diria, um texto que constata a realidade abafada em que vivemos...
Meu pequeno mundo...espero que um dia te possa olhar de uma maneira mais esperançosa de um Mundo Melhor!!!

terça-feira, 5 de junho de 2018

Pensamento para o MEU M&M's 👌❤️

«Mesmo quando a tua filha berrar, fala-lhe baixinho e com amor. Explica-lhe as coisas 5548445 mil vezes com o mesmo tom de voz, calmo.
Rebola com ela no chão.
Deixa-a decidir quando já não te quer abraçar.
Dá-lhe duas opções de roupa e deixa-a escolher.
Isso dá-lhe autonomia. Confiança.
Mesmo quando a tua filha “te bater”, agarra-lhe os braços com firmeza e delicadeza e diz “festinhas, querida.” E sorri.
Fala-lhe com respeito. Pede-lhe por favor e diz-lhe obrigada. Sempre. Trata a tua filha como tratas os adultos à tua volta. Não a trates com indiferença nem com ameaças, trata-a com amor.
Segue a voz do teu coração, e não a voz “ dos mais velhos”.
Dá-lhe todo o colo que te pedir.
Brinca sempre que ela quiser.
Não a obrigues a comer (por mais difícil que isso seja).
Abraça-a muito.
Beija-a muito.
Diz que a amas muito. Todos os dias.
Não, eles não ficarão mimados. Ficarão calmos. Seguros.
Não te queixes se ela acorda à noite, agradece o facto de ela existir. (Antes dos 15 anos ela deixará de acordar à noite eheheh).
Faz acontecer.
Deixa-a dormir na tua cama.
Faz atividades com ela.
Dedica-lhe tempo, muito tempo.
As pessoas passam a vida atrás de coisas materiais e de conquistas financeiras. E a nossa vida está ali pequenina a olhar para nós e a pedir COLO.
Não a obrigues a beijar pessoas que ela não quer. (tu também não cumprimentas toda a gente).
Explica-lhe o porquê das coisas mesmo que ela (AINDA) não entenda.
Dá valor a tudo o que ela te disser. Se é importante para ela tem de ser importante para ti.
Ela está sempre em primeiro lugar. (Ou devia).
Trabalha menos.
Não lhe dês tudo, a não ser o teu tempo.
Vive-a mais.
Começa agora.
É terapêutico.
Nem sempre é fácil, mas compensa tudo. E quando já não conseguires mais deita te no chão.
O tempo voa, daqui a pouco já passaram, as cólicas, os gritos, o não comer, o acordar à noite, daqui a pouco já passou, tudo, por isso aproveita tudo, TUDO. Todos os segundos com ela.
Assim vais ter uma filha feliz, sem birras (ou menos), vais ter uma criança segura de si.
E tu ficarás com o coração cheio, de tanto amor que ela tem.»

Adaptado de Bárbara Manero Marques

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Um dia ensino'te....


"Um dia ensino-te…

Um dia ensino-te a importância de saber perdoar;
A assumir as tuas responsabilidades;
A pensares nos outros e não só em ti.

Um dia ensino-te que nem todo o friozinho na barriga é amor;
Que há pessoas que nunca irás esquecer, independentemente de a vida vos afastar irremediavelmente;
A rir das tuas fragilidades.

Um dia ensino-te que nem todo o ciúme é saudável;
Que a confiança se constrói pouco a pouco mas que se pode acabar num ápice;
Que por te terem magoado uma vez não significa que todas as outras pessoas o façam.

Um dia ensino-te a aproveitar os abraços que dás a quem amas;
A valorizar os raros momentos em que podes fazer exactamente aquilo que queres;
A não olhares apenas para o teu umbigo.
Um dia ensino-te que nem toda a mentira tem perna curta;

Que nem toda a verdade tem de ser dita;
Que ganhas muito mais se pensares antes de falar.

Um dia ensino-te que não tens de gostar de toda a gente, mas a todos deves respeito;
A aceitar que nem toda a gente goste de ti;
A não transformar esse facto na luz orientadora do teu caminho.

Um dia ensino-te que há amigos que se amam como a irmãos;
Que há viagens que não se repetem;
Oportunidades que não voltam.

Um dia ensino-te que há certezas que viram dúvidas;
Que não há problema em mudares de opinião;
Que não deves envergonhar-te por não pensares como a maioria.
Um dia ensino-te que a curiosidade é um dom;

Que a felicidade é, basicamente, estarmos aqui e agora;
Que o único responsável por te fazer feliz és TU!

Um dia ensino-te que mesmo quando tudo parece estar a correr-te mal o mundo não está contra ti – apenas te cabe olhar esse mundo com outros olhos para que consigas encontrar um novo rumo;
A não julgar pelas aparências, a não teres preconceitos;
Que nunca saberás tudo sobre toda a gente.

Um dia ensino-te que te vais desiludir com as pessoas mais insuspeitas – e isso faz parte;
Que o amor é uma dádiva e serás uma sortuda se o conseguires ver à tua volta;
Que todas as histórias têm duas versões e deves procurar que a tua seja a mais fidedigna.
Que não deves esperar dos outros exactamente aquilo que dás, sob pena de viveres numa insatisfação permanente.

Ensino-te que há memórias que te irão acompanhar para sempre, por isso procura construir mais momentos bons que maus;
Que por mais que olhes para trás não podes mudar o passado – aceita-o.
Que és a dona das tuas conquistas e dos teus erros.

Um dia ensino-te a valorizares as tuas melhores características e a não chamares a atenção dos outros para os teus defeitos.
Um dia ensino-te que o dinheiro não é tudo;
Que um verdadeiro amigo às vezes é tudo o que precisas;
Que a vida é demasiado curta para culpares os outros por algo que nunca conseguiriam fazer (ou agir) de outra forma.

Um dia ensino-te a amar os livros;
A não responderes a tudo o que te dizem – tantas vezes o melhor é deixar passar e não dar importância;
A ser boa, a não esquecer as tuas origens, a tua família.

Um dia ensino-te a não usares o poder como arma;
A amares-te;
A amares o que a vida tem de bom.
Ensino-te a aceitares todas as tuas cicatrizes;

A procurar o equilíbrio;
A não maltratar os outros, a tratá-los sempre com educação e, aos que precisam, com compaixão.

Um dia ensino-te a saltar mesmo quando sentes medo (para que possas sentir que és quem és e estás onde estás pelo que fizeste mais do que pelo que deixaste de fazer);
A filtrar tudo o que é negativo.
A não te ires abaixo quando estás “sozinha” nas tuas convicções.

Um dia ensino-te a teres orgulho em ti e nos teus.
Que é normal questionares-te.
Que podes tudo, basta trabalhares para isso.

Sei que só serei responsável por te ensinar uma pequenina parte destas lições. A vida encarregar-se-á do restante mas, mesmo assim meu amor, nunca te esqueças que os teus dias são o que fazes com eles, os problemas têm a proporção que lhes dás, que uma atitude positiva é meio caminho andado para seguires em frente.

Um dia ensino-te a voar – com um mapa desenhado nas costas com a ponta dos meus dedos, para que possas regressar sempre.

A mãe deseja-te a melhor e mais rica das viagens.

Mike ❤️

Marta Coelho"

quarta-feira, 18 de abril de 2018

É isto nada mais a acrescentar...

| (re)ler para nunca esquecer |

assim como haverá sempre quem te critique porque és alto ou porque és baixo, porque és gordo ou porque és magro, porque falas ou porque calas, porque ris ou porque choras, porque aceitas ou porque rejeitas, porque ficas ou porque vais, porque tudo e porque nada, haverá sempre, sempre, sempre, quem fique do teu lado, quem torça por ti, quem te dê a mão, quem se sente ao teu lado no chão, que venha para te abraçar, para te ajudar, para te lembrar:

''estou aqui para ti.''

esquece os outros. abraça os que valem a pena.
porque os outros, faças o que fizeres, vão sempre falar. e os que estão ao teu lado, faças o que fizeres, vão(te) sempre amar.

- ❥- asnovenomeublog"